Gols da Rodada

29/08/2017

Muita emoção no velório da família que perdeu três.

soas em atropelamento no Gama. Rute Ester de Jesus Carvalho, 22 anos, a irmã dela Gabriela de Jesus Carvalho, 19, e o pequeno Eriko, de seis meses, morreram na hora após serem atropelados por um carro desgovernado, estão sendo velados no Campo da Esperança. A uma mistura de revolta, dor e comoção da família e amigos na despedida dos entes queridos.

O velório começou por volta das 10h. Mais de 200 pessoas estão no local. O enterro está agendado para as 17h. Antes de chegar ao cemitério, familiares e amigos participaram de um protesto no local do acidente, pedindo punição ao adolescente e justiça. “Tudo o que queremos é pedir atenção para que outras pessoas não sejam vítimas das irresponsabilidades que acontecem no trânsito. Estamos em choque até agora”, disse o primo das vítimas Sérgio Jesus de Sousa.

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Pai das duas mulheres mortas e avô do bebê que também foi atropelado no acidente, Man Sun Go foi liberado para ir ao velório, mas não aguentou muito tempo e acabou voltando para o Hospital Regional do Gama (HRG), onde está internado se recuperando dos ferimentos. “Este é um momento em que as nossas vidas estão dilaceradas. Não só a nossa família sofre. O DF inteiro sente a dor e chora por essas mortes”, lamentou Sérgio Jesus.

Dor e revolta

Arranhões marcam a pele do menino Edriel, de dois anos, que sobreviveu ao atropelamento que matou sua mãe, seu irmão e sua tia na manhã de domingo. Em família, eles fariam o programa tradicional de domingo: compras no mercado. O trajeto foi interrompido pelo adolescente embriagado ao volante do Azera.

Elton Henrique da Silva Freire, o pai, conta que a noite com o menino foi tumultuada. “Ele sempre dormia passando a mão no rosto da mãe. Dessa vez, ele fez comigo, mas quando viu que não era ela, chorou. Chorou a noite toda, chamou por ela e pelo irmão”, lembra o brigadista.

O avô do menino, Man Sun Go, de 66 anos, também sobreviveu à tragédia. O idoso continua internado no Hospital Regional do Gama. Segundo informações fornecidas pela Secretaria de Saúde, ele está estável no pronto socorro de cirurgia geral e passa por avaliação da neurocirurgia.

“Ele lembra partes do que aconteceu, mas tenta se manter forte. Chorou quando viu que o Edriel estava vivo”, conta Elton. Na manhã de domingo, o coreano perdeu duas filhas no atropelamento ocorrido no Gama.

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MOTORISTA DA CAIXA MORRE EM DELEGACIA DO DF E REVOLTA FAMÍLIA

15/07/2017

Um homem de 48 anos morreu, nesta sexta-feira (14/7), após dar entrada na 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). A vítima era o motorista da Caixa Econômica Federal (CEF), Luiz Cláudio Rodrigues. Ele foi detido após dirigir embriagado e colidir o veículo que conduzia contra o carro de um policial militar, por volta das 15h. A família foi chamada e só após o pagamento da fiança, no valor de R$ 1.200, o cunhado foi autorizado a buscar o motorista na cela, quando o encontrou já sem vida.

Marcos Eustáquio, 48, autônomo e cunhado de Luiz Cláudio, conta que a família chegou à unidade policial por volta das 16h. Segundo ele, apesar de a vítima não ter passagem pela polícia, ou apresentar qualquer sinal de periculosidade, nenhum parente recebeu autorização do delegado para vê-lo enquanto detido. “Ele tem 1,67m, é franzino. Não apresenta perigo nenhum. O Luiz Cláudio se enforcou com a própria camisa. Geralmente a polícia não deixa isso acontecer. Ele estava sob a tutela do Estado. Geralmente o policial é tão safo que, quando prende alguém, retira qualquer coisa que apresente risco: cadarço, cinto, cordões… Não fizeram isso”, disse.
Luíz Cláudio era motorista da Caixa Econômica Federal (CEF) há 28 anos. Atualmente, cuidava da presidência do banco. “Ele era uma pessoa muito querida. Todo mundo está muito desacreditado do que aconteceu. É muito triste”, lamentou o cunhado. Não tinha quadro de depressão e comemorava neste sábado (15/7) o seu aniversário de 49 anos, onde festejaria com uma feijoada entre amigos.
Primo de Luíz e advogado da família, Paulo César Machado Feitoza diz que, em um primeiro momento, a família pretende processar o Estado, uma vez que Luiz Cláudio estava sob a tutela do governo. “A minha preocupação é que a perícia é da própria instituição da Polícia Civil do DF, que está no olho do furacão aqui. Outra coisa que me preocupa é o descaso. O fato de o delegado ter saído de tarde e só voltar por volta das 23h. Isso é preocupante”, diz Machado.
Segundo Robert Araújo Menezes, delegado plantonista da 13ª DP, o corpo foi encontrado primeiramente pelo escrivão da unidade, que o chamou em seguida. “A morte aconteceu entre 18h e 18h40, quando terminou a situação de flagrante. Quem viu ele morto primeiro foi o escrivão, que me chamou. Logo depois chamei o cunhado da vítima. Infelizmente uma pessoa não precisa de uma forca para se enforcar”, disse.
Prima da vítima, Silvana Machado, 52, cobra justiça. Segundo ela, a polícia foi negligente. “No momento da prisão só tinha ele detido, não tinha mais ninguém na delegacia. E tinha seis agentes da polícia e ninguém ficou vigiando ele”, pontuou.
Do lado de fora da delegacia, cerca de 20 pessoas, entre amigos, familiares e colegas de trabalho estavam estarrecidos. Todos disseram que a vítma não tinha problemas psiquíatricos, nem fazia uso de drogas. Separado há duas décadas, Luiz Cláudio deixa um filho, de 29 anos, e dois netos, um de 5 e outro de 9 anos de idade.
Segundo o delegado plantonista, um inquérito será aberto para investigar o caso.

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